Liberté, Égalité, Fraternité

Essa semana eu vi um post no Chata de Galocha sobre um movimento que está crescendo no EUA, chamado Transition. Mulheres negras que estão deixando de lado os relaxamentos e alisantes e assumindo os cabelos crespos. No video há vários depoimentos dessas mulheres que resolveram aceitar seus cabelos do jeito que são.

Fiquei pensando muito sobre isso, afinal uso química nos cabelos há anos, e por incrível que pareça ainda não me acertei com meu cabelo. Sei bem como é esse drama. Sabe aquele corte lindo da mocinha da novela?? Não rola!! Já fiz permanente afro (pra deixar cacheado), tranças de raiz (aquelas coladinhas ao coro cabeludo), alisamentos… Hoje faço relaxamento a base de Guanidina e sinto que o cabelo está correspondendo melhor!

Muita gente me pergunta por que eu não faço um alongamento (não curto muito a ideia) ou deixo ao natural, bem black power. Acho lindíssimo nos outros, mas simplesmente acho que comigo não combina, acho que não tenho estilo pra segurar o cabelão!

Hoje eu cuido muito das minhas mini-molinhas, hidratação, produtos específicos para cabelos quimicamente tratados, e agora, que vai rolar uma tintura (sem amônia), os cuidados serão redobrados! Incluí na rotina a Loção Fortificante Arginina X3 da L’oreal. Meus cabelos quebram muito fácil (principalmente quando a raíz da bem crescidinha), daí bora experimentar!!!

Se você também tem cabelo sarará-crioulo, inspiração pra ter um cabelo lindo é o que não falta:

Acho que o mais importante, independente de ser negra, branca, asiática é a mulher se sentir bem, bonita e feliz! Ta certo que tem dias que nem a Gisele Bündchen acorda gostando do cabelo, mas o que vale mesmo é o que está dentro da gente.

Acho que a mulher tem que ser livre pra fazer (com o cabelo, o corpo, a vida) o que bem entender, o que a fizer mais feliz, mais completa! Chega de imposição da sociedade para sermos todas iguais. O tema da Revolução Francesa (título do post) é válido até hoje: temos que lutar pela liberdade de sermos quem quisermos e como quisermos, pela igualdade de diretos e pela fraternidade para todos.

Um comentário em “Liberté, Égalité, Fraternité

  1. Eu sempre achei que o cabelo “liso” combinava mais comigo. Fiz relaxamento e progressiva durante anos até que resolvi assumir meu cabelo-duro-sarará-crioulo e hoje estou satisfeita com eles como nunca estive antes. Eu acho que vale a pena tentar. É libertador. Não só pra fazer as pazes com o cabelo que a natureza te deu, mas pra se livrar das químicas e do estrago que elas fazem. Há hoje salões especializados em cabelos cacheados/crespos e neles dá pra aprender toda uma nova forma de relacionar com o cabelo. Trabalho a gente sempre vai ter, mas falando pela minha própria experiência, acho que vale muito a pena. Beijo.

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