Sobre ser mulher e o feminismo

Eu pensei muito, mas muito mesmo antes de começar a escrever esse post, Sim, começar, pq esse post demorou muito tempo para ficar pronto. Falar sobre feminismo em uma sociedade machista e patriarcal como a nossa é um pouco complicado. Mas alguns fatores influenciaram a produção desse post: assédio e carnaval.

São tantos os motivos para qualquer mulher se declarar feminista, que chega a ser incompreensível qualquer posição contrária. Mas a questão começa bem antes. Vivemos em um mundo tão machista que o conceito do feminismo é deturpado.

feminismo
fe.mi.nis.mo
sm (lat femina+ismo) 1 Sociol Movimento iniciado na Europa com o intuito de conquistar a equiparação dos direitos políticos e sociais de ambos os sexos.

Fonte: dicionário Michaelis

Ou seja, feminismo não é odiar os homens. Feminismo não é buscar a superioridade em relação ao sexo masculino. O feminismo é a luta por igualdade de direitos.

É ter a mesma ocupação e receber o mesmo salário. Ter o mesmo direito em qualquer situação. É não ser obrigada a ter duas rotinas (casa + trabalho) ou três (casa + trabalho + filhos) e compartilhar tarefas sem que isso pareça que o homem é um super herói por ajudar. É ter o direito de ir e vir do jeito que bem entender sem viver com medo de assédio.

Beijo

Uma das fotos mais famosas e “românticas” do mundo retrata, justamente, um momento de assédio. A enfermeira, Greta Zimmer Friedman, disse que foi agarrada e beijada a força pelo soldado. Isso é machismo: achar que um homem pode agarrar e beijar qualquer mulher. Não, não pode!

Durante o carnaval a situação fica ainda mais crítica. Com ânimos alterados pelo álcool e pelo clima, muitos homens abordam mulheres à força e exigem o consentimento. E quando são rechaçados, geralmente partem para agressão verbal e muitas vezes física, como o caso das garotas no Bar Quitandinha, na Vila Madalena. Mas quantas mulheres não são agredidas todos os dias e não tem voz? Em média, uma mulher é estuprada a cada 11 minutos  no Brasil. 

O que devemos fazer? Nos unir e lutar!

Se você for vítima de assédio ou qualquer tipo de violência (física, verbal, psicológica) não fique calada, denuncie! O silêncio das vítimas ajuda a perpetuar esse comportamento (e pensamento) entre nós. Por mais que digam, você não tem culpa pelo comportamento alheio, independente do tamanho da sua saia. Responsabilizar a vítima é cruel e covarde.

Busque apoio, seja em casa, com amigos ou com organizações especializadas, mas não se cale. Nas redes sociais há várias comunidades que oferecem apoio e orientação como o movimento Vamos Juntas? que conecta mulheres que possam estar passando por um momento de insegurança (quem nunca ficou com medo de andar a noite sozinha?).

Somos maiores que isso e sim, podemos derrotar o inimigo que insiste em dizer que somos menos. Conheça, se informe, busque saber cada vez mais. Nós somos o que quisermos, quando quisermos e como quisermos. Somos mulheres!!

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