Coisa de preto

Depois do episódio com o jornalista William Waack, pipocaram matérias e listas sobre o que é “coisa de preto”. Coisas incríveis que homens e mulheres negras fizeram que mudaram a vida das pessoas. E eu fiquei pensando sobre como não conhecemos nossa história, nossos méritos, nossas proezas. Recentemente estive no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, aqui em São Paulo e uma das exposições fixas é sobre o design nos tempos da escravidão. Fala sobre os materiais e objetos inventados por escravos que continuam sendo usados até hoje. Quer um exemplo? Sabe aquele cortador de ovos? Pois é…

Sabe  que é coisa de preto? É Sister Rosetta, que inventou o rock n’ roll, é Pixinguinha, é Cartola, é Alcione, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Tim Maia. É Ray Charles, B.B. King, Michael Jackson. É Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Michael Jordan, Tiger Woods, Lewis Hamilton, Le Bron, Usain Bolt, Shaquille O’Neil. Muhammad Ali.

Carolina de Jesus, Machado de Assis, Cruz e Souza, Luiz Gama, Chimamanda Ngozi, Elisa Lucinda, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi. Beyoncé, Rihanna, Karol Conka, Laurin Hill, Tina Tunner, Ella Fitzgerald, Dona Summer, Whitney Houston, Nina Simone…

São tantas as “coisas de preto” que podia ficar aqui, horas escrevendo sobre isso. Mas esse post hoje, Dia da Consciência Negra, é para que nós negros possamos conhecer um pouco mais sobre nossa história e desenvolvamos a consciência da beleza e talento que carregamos em nosso sangue. Sobre o quanto a nossa cultura é linda e cheia de encantos. Que só temos motivos para nos orgulhar de quem somos e de onde viemos. E nos preparar para onde vamos. Porque vamos aos lugares aonde quisermos ir e não aonde dissermos para estarmos.

O racismo nosso de cada dia

Incrível como somos uma sociedade moderna, mas com valores e atitudes retrógrados, pois em pleno 2017 ainda estamos discutindo sobre o que é racismo!

Começou no mês passado, quando a Personal anunciou seu produto, um papel higiênico preto com o slogan “Black is beautiful”. Qual foi o problema: a cor do produto? Não! A garota propaganda, Marina Ruy Barbosa? Não! O problema foi usar uma expressão de auto afirmação de uma comunidade: black is beautiful foi um movimento negro nos Estados Unidos, tão poderoso e eloquente quanto os Panteras Negras. Negar todo o contexto histórico por trás dessas palavras é no mínimo falta de empatia, pra não dizer em falta de pesquisa, falta de conceito, etc… (mas vamos falar a verdade: alguém conseguiu entender qual o conceito da campanha? Se baseou no que a garota-propaganda representa e só! Tá de parabéns Neogamma, #SQN)

Esta semana tivemos uma gravação de William Waack, âncora do Jornal da Globo, dizendo o que é coisa de preto. Mas o que é coisa de preto? Para o jornalista, coisa de preto é bagunça, baderna, falta de organização (ele reclamava do barulho externo durante uma gravação em Washington). Mas coisa de preto é muita coisa, e muita coisa mesmo. O texto maravilhoso de Anderson França no Facebook descreve muito bem a situação: todos temos um pouco de preconceito dentro de nós e não basta atirar pedras em quem foi desmascarado. William Waack disse isso porque aprendeu com alguém que ouviu isso de outro alguém. Então, além de sim expor esse tipo de situação e cobrar um posicionamento, devemos enxergar esses episódios como oportunidades para debater sobre o racismo: de onde ele vem e como mudar esse padrão.

Talvez seja isso que falta: discutir mais sobre maneiras de resolver o problema. E será unica e exclusivamente através da educação. Sim, vai ser educando os pequenos que nas próximas gerações que não ouviremos frases pejorativas como “coisa de preto” “a coisa ta preta” e tantas outras que estão cravadas em nossa cultura. Que não nos olharão com dúvidas, receio ou descrença quando estivermos em um local de alto poder aquisitivo, como o que aconteceu comigo nesta semana dentro da Drogaria Iguatemi, no Shopping Market Place: a vendedora ficou me “seguindo” enquanto passeava pela loja e via os produtos. Fiquei incomodada? Com certeza! Mas permaneci na loja e continuei a ver todos os produtos até decidir o que comprar. Já estive em outra unidade, no Shopping Iguatemi Alphaville e não tive a mesma sensação. É culpa da loja? Talvez, mas com certeza toda a crença cultural que “pessoas negras não tem poder aquisitivo para frequentar lojas como aquela” tem uma grande parcela de culpa nesse comportamento.

Sou negra e, apesar de não ser militante ativa, me posiciono diariamente para combater o racismo velado que existe no Brasil: resistindo, lutando e contrariando as estatísticas e expectativas de quem esse tipo de pensamento. Pois estamos, cada dia mais, conquistando mais espaço na sociedade e não vamos nos calar ou nos curvar. Vamos crescer e nos impor cada dia mais!

E essa tal sororidade?

Sororidade. Essa palavra está pipocando em todos os cantos da internet, mas o que é? A definição é “união e aliança entre mulheres em prol de um objetivo em comum”. Isso é muito mais que feminismo, muito mais que amizade. Sororidade é crescer junto e puxar quem está embaixo pra crescer também. Mas será que realmente praticamos a sororidade?

Quando julgamos a menina que sai de roupa curta, que se sente livre pra sair (e beijar e transar) com quem quiser, que dança funk, que vai pra igreja, que quer casar virgem, que não quer casar, que não quer ter filhos, que quer se dedicar a carreira, que quer se dedicar à família, que não quer ser feminista, somos tudo menos irmãs. E a sororidade exige que sejamos irmãs. Que, apesar de não concordar com o que a outra diz, respeitemos suas vontades e seu direito de fazer o que bem entender.

Temos que dar força a cada mulher, a cada sonho, a cada projeto. Independente de ele ser ou não do nosso gosto. Empoderar mulheres é dar o poder na mão delas para que cada uma use como achar melhor.

Abrir o coração e dar a mão a outra. Ver nela uma irmã e não uma inimiga. Isso sim é sororidade e é assim que vamos combater (e vencer) em uma sociedade machista e misógina. Unidas! 

Sejamos como a primavera!

“Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.” Clarice Lispector

Depois de meses de pensamentos perdidos e achados, dúvidas, inquietações e afins, eis que como a primavera o La Vie en Fúcsia renasce.

Talvez a coisa que mais deu trabalho foi descobrir o propósito deste espaço, afinal o blog server/existe pra quê? E pra responder essa pergunta eu tive que pensar sobre o que eu quero da vida. E eu quero compartilhar. Gosto de dividir histórias, sonhos, gostos, vontades, descobertas. Quero dividir o que eu vejo do mundo e o que eu quero pro mundo. E pra mim. E pra quem quer que leia.

Mas o que compartilhar? Coisas que agreguem algo. Não basta vir aqui e falar do último trend alert da moda ou a última tendência de maquiagem. Esse espaço precisa refletir sobre quem somos, como somos e pra onde vamos. Tomei consciência de que sim, se posicionar é preciso (necessário) quando temos um espaço pra falar, independente da audiência.

Um post no facebook da revista Elle resumiu exatamente o que estava pensando: “usar sua imagem e visibilidade para levantar debates importantes ao falar abertamente sobre padrões, mostrar suas vulnerabilidades e desafiar suas próprias barreiras”. É isso: falar sobre o que é importante. Não vamos deixar de falar de “futilidades” (que não são nem um pouco fúteis), mas questões importantíssimas como gênero, preconceitos, política e tantas outras coisas do dia a dia vão ter cadeira cativa aqui. Eu não sou militante e tenham a certeza que conteúdos radicais ou posições inflamadas não vão aparecer, meu estilo é outro e minha postura também (o que é pauta pra outro post). Porque se esses assuntos não fazem parte do dia a dia das mulheres, deveriam fazer.

Mas é isso vamos falar mais sobre assuntos pesados, sem perder a leveza graciosa das vaidades femininas. É sobre a vida que falarei. Sobre a vida de verdade.

Sejam bem-vindas e bem-vindos. O La Vie é nosso!

E quando a gente muda (ou quando a vida muda a gente)?

Pode ser o retorno de Saturno, pode ser a eminente chegada dos 30 anos: só sei que eu nunca estive tão desconfortável na minha própria vida. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco (ou muito), mas o fato é que cheguei em um ponto em que não quero continuar a fazer o que faço mas também não sei direito o que fazer. Cheguei naquele ponto na estrada da vida em que preciso escolher um caminho e não sei pra que lado seguir.

Ta assim também? Se há algo que pode confortar é saber que a grande maioria das pessoas estão assim. E se olharmos num prisma de gêneros, posso dizer que a maioria esmagadora das mulheres estão assim, completamente perdidas. Talvez esses tempos corridos e estressantes estejam nos pressionando para sermos tudo aqui e agora: bonitas, bem-sucedidas, excelentes profissionais, esposas, mães, filhas, mulheres, amigas. Só que não dá né? É humanamente impossível. Por isso nos sentimos esgotadas o tempo todo e sempre incompletas. É hora de abrirmos mão da busca pela perfeição e buscarmos apenas a felicidade. E não é felicidade de novela não, é a felicidade de estar em paz e tranquila no final do dia, sabendo que fez tudo como podia.

Eu estou nessa luta: encontrar o que realmente faz sentido e me sentir em paz antes de dormir. Mas não tem sido (e não é) fácil. A gente se culpa, se maltrata, se questiona mas esquece do principal: se ouvir. Sim, ouvir o que está vibrando dentro de nós mesmas. E pra conseguir me ouvir tenho buscado toda ajuda possível fora: livros, textos, exercícios, meditação e pessoas. E numa dessas pessoas me deparei com a Mentoria Coletiva da Ana Paula Passarelli, uma mulher incrível que já acompanhava pelo trabalho em marketing e mídias sociais, que tem um canal no YT foda, o Passa dos 30, sobre os dilemas das mulheres que estão nos 30. Que me fez pensar sobre a minha reponsabilidade sobre este espacinho aqui: o que é que eu quero passar pro mundo? O que eu posso acrescentar pra esse planetinha ser um lugar melhor?

Por isso venho contar que esse local vai entrar em obras. Sim, muita coisa vai mudar por aqui: marca, proposta, propósito, conteúdo. Nunca tive o objetivo de virar uma blogueira famosa, mas sei que tenho o potencial e a responsabilidade de compartilhar um conteúdo que acrescente algo às pessoas. E é hora de vestir essa camisa e sim fazer a diferença.

Continuaremos com a programação normal no Instagram e no Facebook, além de boletins informativos sobre o andamento da reforma.

Mas quero convidar você a analisar o que você tem feito da sua vida e como ela pode mudar o mundo. Sim, o mundo é nosso e nós podemos muda-lo. Até a volta!! 😉

Tal mãe, tal filha ♥

Amanhã é Dia das Mães e fiquei imaginando o que postar aqui para homenagear não só a minha, mas a todas as mães? Me lembrei de quando mostrei um cinto incrível pra minha  e ela disse “tinha vários desses quando era nova” e veio a inspiração: quais as coisas que você usa que sua mãe já usou? O que você herdou dela?

Olhando algumas fotos antigas, vi que minha mãe sempre teve um estilo básico, mas muito elegante. Sempre bem vestida, com peças simples e em cores clássicas (acho que meu minimalismo e gosto pelo clássico veio daí…). Poucos acessórios: brincos pequenos, uma correntinha no pescoço e sempre com um relógio no pulso esquerdo com a caixa pro lado de dentro, do mesmo jeito que uso hoje. E muito do que ela usava é tendência hoje:

Mom jeans: era o modelo de calça preferido da minha mãe e eu nunca gostei (rss). Lá pra década de 1990 todo mundo usava!

Mocassim: Fazia tanto sucesso como as sapatilhas hoje em dia, até eu tinha um e amava!

Camisetas: a modelagem era bem diferente, mas era tão uniforme fashion quanto as t-shirts de hoje.

Total jeans: ela sempre adorou jeans então jeans + jeans era um clássico no visual dela!

Pantalona: peça clássica com caimento perfeito. A pantalona era ideal pra qualquer ocasião mais formal. Me lembro de uma vez que ela usou em um casamento com um body de renda e ficou maravilhosa!

Cinto: ela tinha vários maravilhoooosos! Largos, com verniz, com fivela… Era um mais lindo que o outro, pena que foram embora antes de chegar as minhas mãos =/

 

A moda é cíclica e geralmente o que já se usou, volta para as vitrines depois de um tempo. Por isso guarda-roupa de mãe é sempre uma ótima opção para achados incríveis! Minha herança fashion é uma saia plissada lindíssima que eu sou super apegada e não dou por nada desse mundo!

Além da saia eu herdei muita coisa: o jeito de ser, de falar, o gosto por história, arte, cultura. Temos o mesmo nariz, quase o mesmo sorriso. Gostamos de cozinhar e de artesanato. Não desistimos fácil e amamos sem medidas. Sou como ela e ela vive em mim. E espero que, quando for mãe, possa passar aos meus filhos esses pequenos presentes que ganhei dela! ♥

O que queremos ser X O que esperam que sejamos

Começando o ano aqui no La Vie com um texto profundo. E que começou em um post engraçadinho sobre as Michelle Obama e Melania Trump.

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No post fiz uma brincadeira com “Michelle rainha, Melania nadinha :P” e começou uma discussão sobre o papel da primeira-dama. Michelle é advogada e Melania ex-modelo.

Como feminista que sou, luto para que todas as mulheres tenham o direito de ser exatamente o que desejam: empresárias, donas de casa, modelos, trabalhadoras… Quem deve decidir seu futuro é você mesma. Mas será que uma mulher na posição de primeira-dama da nação mais poderosa do mundo deve apenas ser “um enfeite”?

Durante os oito anos do governo Obama, Michelle foi extremamente atuante e lutou pelos direitos das mulheres, dos negros, dos LGBT’s, contra a obesidade infantil, a favor do empoderamento das mulheres, o desenvolvimento dos jovens. É unanimidade entre todos como uma das melhores representantes do seu cargo (sim, primeira-dama é um cargo) de todos os tempos. Enquanto isso, Melania já disse que não vai sair de Nova Iorque para acompanhar o marido em Washington (dizem que quem vai trabalhar mesmo é a filha mais velha, Ivanka Trump).

Cabe a reflexão de para pra pensar se fazemos o que realmente queremos ou o que esperam de nós e o quanto certas situações ou posições exigem de nós. Todos os dias precisamos decidir muito mais que a roupa ou a cor do batom (apesar que tem dias que isso também é complicado), precisamos optar pelo que vamos nos dedicar. Se deixaremos a carreira de lado pela maternidade ou se deixaremos a vida pessoal pela profissional. Toda escolha requer uma renúncia e esta deve ser feita de forma consciente do que ganhamos, mas principalmente do que perdemos quando optamos por algo.

Tchau 2016!

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Eta ano dificil brasew!

Foi duro, foi cansativo… Teve momentos em que a gente achou que não acabaria nunca, mas ta aí, acabou. E posso dizer com todas as letras: que bom que acabou!

2016 foi um ano muito custoso pra mim, em todos os sentidos. Me custou tempo, sentimentos, lágrimas. Me custou uma boa parte de mim, mas que me fez abrir os olhos para a vida. Me fez enxergar a diferença da vida que eu tenho para a vida que eu quero (ou achava que queria) ter. Me fez amadurecer.

Em 2017 eu completo os tão temidos e esperados 30 anos e estou me sentindo mais adulta, mais mulher. Mais serena e mais consciente das minhas escolhas. Crise dos 30? Com certeza! Mas ela tem um saldo muito positivo.

Que em 2017 eu encontre o que tenho buscado: transformações. Que a vida seja daqui pra frente. Que os sonhos virem realidade e que mais sonhos cheguem

Feliz ano novo!

Olha os 30 chegando aí!

No último dia 15 eu completei 29 anos e como eu já tinha dito o corpo está mudando e muito! Pra vocês terem uma ideia, eu que sempre fui magrela com muita dificuldade de engordar, estou perdendo roupas! Minha calça mais amada da vida não passou da coxa e eu fiquei num misto de depressão e êxtase por esta engordando. As calças e saias que sempre foram largas finalmente estão certinhas e as peças que ficavam mais justas não servem mais.

Eu tô bem feliz com os centímetros que chegaram no quadril, mas eles trouxeram alguns na cintura/abdômen e isso não é legal! =/

fita

Não que as medidas da fita métrica seja o que importa, mas é bom ficar de olho. A gordura visceral (aquela que fica na região do abdômen) é a mais prejudicial a saúde pois provoca aumento da tensão arterial, problemas cardiovasculares, entre outras coisas. E vamos combinar que NINGUÉM gosta de ter barriguinha né?

Eu já perdi as contas de quantas vezes eu comecei a fazer um “projeto verão” e nunca passei da primeira semana. Mas observando o meu corpo e o meu metabolismo e claro o quanto eu estou mais lenta e menos disposta. Isso sem falar nas dores: costas, pernas, braços, articulações em geral… É muita coisa para uma pessoas de quase 30 anos! E isso se resume a uma coisa: vida sedentária!

Não posso dizer que só vivo parada, eu ando bastante mas é só. Mais nada. Não tenho pique, não tenho disposição e viver assim tem me deixado cada vez mais frustrada e desanimada. Então não é simplesmente entrar em forma para o verão, é rever o jeito como eu levo a vida!

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Meu sonho: esse alongamento todo aí!

Então lá vamos nós novamente, mas dessa vez to contando com ajudas extras: Q48, corrida, pilates, yoga, localizada e meditação. Quero corpo e mente em equilíbrio para uma vida mais feliz. Porque o tempo passa rápido e temos que viver cada dia como se fosse o dia mais importante! 😉

Qual é a sua beleza?

beleza

Recebi um e-mail de uma assessoria de imprensa sobre como se sentir bonita. Nele havia  algumas informações sobre a pesquisa “Verdade sobre a beleza” feita pela Dove em 20 países e pasmem, apenas 14% das brasileiras se sentem bonitas. Além disso, 5 sugestões de como ver, aceitar e gostar do que vemos no espelho:

#1 Aprenda a dizer “não”
A beleza é um conjunto, portanto, para se sentir bonita, o exterior é apenas uma face dela. E é exatamente por isso que a primeira dica não diz respeito à aparência, mas, sim, a uma decisão que parte de dentro para fora, e que é essencial para se sentir bem e em paz com as escolhas: aprender a dizer “não”. Trabalho, casa, estudos, amigos, família, lazer. Se fôssemos colocar na ponta do lápis tudo aquilo que demanda tempo e dedicação na vida das mulheres modernas o resultado seria a falta de horas para preencher os dias.
E é por isso que aprender a dizer “não” é tão importante. Não é fácil, é um exercício diário e que só pode ser cumprido com sucesso se forem definidas prioridades. Assim, com a clareza do que e quando se quer fazer, a sua agenda fica mais organizada, e a consequência disso é o bem-estar e a tranquilidade de cumprir com tudo aquilo que havia sido proposto – sem contar aquele tempinho extra, e muito bem aproveitado, para se dedicar a você. E então, alguma dúvida de que aprender a dizer “não”, no fim das contas, influencia, e muito, na beleza de uma mulher?
#2 Reserve um tempo para você
E quando falamos em reservar esse tempo, o que vale, realmente, não é bem a quantidade que você tem disponível, mas, sim, a capacidade das pequenas coisas em lhe satisfazer. Estabelecer essa regra do bem no seu dia a dia é essencial para que você tenha um respiro no meio da rotina. E se você está se questionando o que deve fazer com esse tempo, a pergunta é outra: o que te traz pequenas doses de felicidade? Um almoço com uma amiga no meio da semana, uma ida rápida ao salão de beleza? Ou, quem sabe, uma passadinha em alguma loja para se presentear com o único objetivo de se sentir bonita? O tempo é seu: escolha como melhor lhe servir.
#3 Use as tendências da moda ao seu favor
O seu guarda-roupa reflete a mulher que você quer ser? Essa é a primeira pergunta que deve ser feita para lhe guiar na escolha das peças do seu dia a dia. A moda feminina é plural, e as tendências atendem a diversos gostos e estilos. Vestidos ou calças? Shorts e saias? Peças clássicas ou acessórios modernos? Escolha as roupas que mais lhe deixam confortável e segura. A moda ajuda a mulher a se sentir bonita, desde que ela esteja à vontade com a produção e que essa reflita a sua personalidade e seu estado de espírito.
#4 Adote a maquiagem clássica no dia a dia
Você é daquelas mulheres que não saem de casa sem rímel e corretivo, ou das que já tentaram se render à maquiagem, mas nos primeiros borrões para fazer o delineado de gatinho desistiu e abandonou os produtos no fundo de uma gaveta? Independentemente da relação que você tenha com a maquiagem, ela ajuda a mulher, e muito, a se sentir bonita e confiante. O grande segredo é que os produtos devem ser usados não como uma forma de mascarar algum traço ou mudar a aparência, mas como aliados para ressaltar a beleza única de cada mulher. Para isso, aposte em produtos leves, e, para evitar a oleosidade, dê preferência para os que são oil free. A maquiagem clássica nunca sai de moda, e além de te deixar ainda mais bonita, ela tem o poder de aumentar a autoestima.
#5 Cuide do corpo e da sua mente
Mente sã, corpo são. Não por acaso essa máxima é tão conhecida. Antes de uma mulher se sentir bonita, ela deve buscar o equilíbrio e bem-estar consigo mesma. Cuidar do corpo e da mente é o melhor caminho para isso, portanto pratique atividades físicas, como a corrida ao ar livre, a yoga ou Pilates, por exemplo, e busque ter mais contato com a natureza. Essas pequenas atitudes podem lhe proporcionar doses extras de paz, harmonia e satisfação, que vão afetar diretamente na forma como você se enxerga.

Agora cabe aqui uma reflexão: será que 86% das mulheres não estarem felizes consigo mesmas é normal ou os padrões que a sociedade exige estão errados? Já passou da hora de aceitarmos que somos diferentes e é essa diferença que nos torna tão belas. Acreditar na nossa beleza é fundamental para uma vida mais feliz e autônoma. Nós não precisamos da aprovação de ninguém, apenas da nossa própria aceitação!

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