A representatividade importa SIM!

Hoje estreou nos cinemas o tão aguardado filme Pantera Negra. Aguardado por todos aqueles que gostam e acompanham o UCM (Universo Cinematográfico Marvel), mas muito mais aguardado por toda uma parte da população mundial. Por que? Por isso:

Pela primeira vez, em muito tempo (pra não dizer pela primeira vez mesmo), vemos um filme com o elenco predominantemente negro em evidência no mercado cinematográfico.

Em um momento da história em que vemos ações e atos preconceituosos e racistas, como negra, posso dizer o orgulho que sinto em me ver em personagens fortes, complexos e que levantam, em uma história muito bem construída, questões que fazem parte do nosso dia a dia.

E mais do que isso, é conseguir se sentir representada, conseguir se identificar de forma mais completa com aquilo que vemos na telinha (seja ela qual for). É exaltar nossa beleza, nossas características, nossas belezas. Admirar que somos belos e entender que somos diferentes, mas ainda sim iguais.

 

É encontrar nossos iguais nas revistas, nos jornais, nas propagandas. É encontrar produtos pensados para as nossas necessidades e que realcem nossas características. É entender que somos uma parte de um todo e merecemos (e vamos exigis, cada vez mais) respeito, igualdade e sim, representatividade!

Por um feliz ano novo!

Estamos completando mais uma volta em torno do sol e o que você fez com os seus 365 dias? Eu fiz muita coisa: ri, chorei, corri, ganhei amigos, perdi coisas, passei por tantos momentos, mas ainda sim fico com a sensação de que não fiz nada. Por que é que nos sentimos assim?

Nos sentimos “incompletas” porque estamos baseando nossas conquistas no que esperam de nós. Esperam uma carreira incrível, uma casa, um carro, um filho, uma viagem ao exterior, um corpo maravilhoso, uma vida incrível. Só que essa perfeição não existe e essa busca por ela é exaustiva e frustrante.

Então, para os próximos 365 dias, vamos nos comprometer em buscar apenas o que faz sentido para nós? Quais são os seus reais desejos? Quais são os seus verdadeiros sonhos? O que realmente você deseja conquistar para você? Ainda temos alguns dias antes de 2018 chegar, então tire esses dias para pensar em você e no que você quer para a sua vida. E quando você souber (você não precisa descobrir tudo hoje e agora, você pode se descobrir aos poucos…) coloque sua energia nisso e conquiste!

Meu desejo pra você (e para mim) nesse próximo ano é que você encontre seus verdadeiros sonhos e encontre força para realizá-los, para chegar ao fim da próxima volta ao Sol com conquistas que te completem plenamente!

Feliz Ano Novo!

Coisa de preto

Depois do episódio com o jornalista William Waack, pipocaram matérias e listas sobre o que é “coisa de preto”. Coisas incríveis que homens e mulheres negras fizeram que mudaram a vida das pessoas. E eu fiquei pensando sobre como não conhecemos nossa história, nossos méritos, nossas proezas. Recentemente estive no Museu Afro Brasil, no Parque do Ibirapuera, aqui em São Paulo e uma das exposições fixas é sobre o design nos tempos da escravidão. Fala sobre os materiais e objetos inventados por escravos que continuam sendo usados até hoje. Quer um exemplo? Sabe aquele cortador de ovos? Pois é…

Sabe  que é coisa de preto? É Sister Rosetta, que inventou o rock n’ roll, é Pixinguinha, é Cartola, é Alcione, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Djavan, Tim Maia. É Ray Charles, B.B. King, Michael Jackson. É Pelé, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Michael Jordan, Tiger Woods, Lewis Hamilton, Le Bron, Usain Bolt, Shaquille O’Neil. Muhammad Ali.

Carolina de Jesus, Machado de Assis, Cruz e Souza, Luiz Gama, Chimamanda Ngozi, Elisa Lucinda, Mãe Menininha do Gantois, Mãe Stella de Oxóssi. Beyoncé, Rihanna, Karol Conka, Laurin Hill, Tina Tunner, Ella Fitzgerald, Dona Summer, Whitney Houston, Nina Simone…

São tantas as “coisas de preto” que podia ficar aqui, horas escrevendo sobre isso. Mas esse post hoje, Dia da Consciência Negra, é para que nós negros possamos conhecer um pouco mais sobre nossa história e desenvolvamos a consciência da beleza e talento que carregamos em nosso sangue. Sobre o quanto a nossa cultura é linda e cheia de encantos. Que só temos motivos para nos orgulhar de quem somos e de onde viemos. E nos preparar para onde vamos. Porque vamos aos lugares aonde quisermos ir e não aonde dissermos para estarmos.

O racismo nosso de cada dia

Incrível como somos uma sociedade moderna, mas com valores e atitudes retrógrados, pois em pleno 2017 ainda estamos discutindo sobre o que é racismo!

Começou no mês passado, quando a Personal anunciou seu produto, um papel higiênico preto com o slogan “Black is beautiful”. Qual foi o problema: a cor do produto? Não! A garota propaganda, Marina Ruy Barbosa? Não! O problema foi usar uma expressão de auto afirmação de uma comunidade: black is beautiful foi um movimento negro nos Estados Unidos, tão poderoso e eloquente quanto os Panteras Negras. Negar todo o contexto histórico por trás dessas palavras é no mínimo falta de empatia, pra não dizer em falta de pesquisa, falta de conceito, etc… (mas vamos falar a verdade: alguém conseguiu entender qual o conceito da campanha? Se baseou no que a garota-propaganda representa e só! Tá de parabéns Neogamma, #SQN)

Esta semana tivemos uma gravação de William Waack, âncora do Jornal da Globo, dizendo o que é coisa de preto. Mas o que é coisa de preto? Para o jornalista, coisa de preto é bagunça, baderna, falta de organização (ele reclamava do barulho externo durante uma gravação em Washington). Mas coisa de preto é muita coisa, e muita coisa mesmo. O texto maravilhoso de Anderson França no Facebook descreve muito bem a situação: todos temos um pouco de preconceito dentro de nós e não basta atirar pedras em quem foi desmascarado. William Waack disse isso porque aprendeu com alguém que ouviu isso de outro alguém. Então, além de sim expor esse tipo de situação e cobrar um posicionamento, devemos enxergar esses episódios como oportunidades para debater sobre o racismo: de onde ele vem e como mudar esse padrão.

Talvez seja isso que falta: discutir mais sobre maneiras de resolver o problema. E será unica e exclusivamente através da educação. Sim, vai ser educando os pequenos que nas próximas gerações que não ouviremos frases pejorativas como “coisa de preto” “a coisa ta preta” e tantas outras que estão cravadas em nossa cultura. Que não nos olharão com dúvidas, receio ou descrença quando estivermos em um local de alto poder aquisitivo, como o que aconteceu comigo nesta semana dentro da Drogaria Iguatemi, no Shopping Market Place: a vendedora ficou me “seguindo” enquanto passeava pela loja e via os produtos. Fiquei incomodada? Com certeza! Mas permaneci na loja e continuei a ver todos os produtos até decidir o que comprar. Já estive em outra unidade, no Shopping Iguatemi Alphaville e não tive a mesma sensação. É culpa da loja? Talvez, mas com certeza toda a crença cultural que “pessoas negras não tem poder aquisitivo para frequentar lojas como aquela” tem uma grande parcela de culpa nesse comportamento.

Sou negra e, apesar de não ser militante ativa, me posiciono diariamente para combater o racismo velado que existe no Brasil: resistindo, lutando e contrariando as estatísticas e expectativas de quem esse tipo de pensamento. Pois estamos, cada dia mais, conquistando mais espaço na sociedade e não vamos nos calar ou nos curvar. Vamos crescer e nos impor cada dia mais!

E essa tal sororidade?

Sororidade. Essa palavra está pipocando em todos os cantos da internet, mas o que é? A definição é “união e aliança entre mulheres em prol de um objetivo em comum”. Isso é muito mais que feminismo, muito mais que amizade. Sororidade é crescer junto e puxar quem está embaixo pra crescer também. Mas será que realmente praticamos a sororidade?

Quando julgamos a menina que sai de roupa curta, que se sente livre pra sair (e beijar e transar) com quem quiser, que dança funk, que vai pra igreja, que quer casar virgem, que não quer casar, que não quer ter filhos, que quer se dedicar a carreira, que quer se dedicar à família, que não quer ser feminista, somos tudo menos irmãs. E a sororidade exige que sejamos irmãs. Que, apesar de não concordar com o que a outra diz, respeitemos suas vontades e seu direito de fazer o que bem entender.

Temos que dar força a cada mulher, a cada sonho, a cada projeto. Independente de ele ser ou não do nosso gosto. Empoderar mulheres é dar o poder na mão delas para que cada uma use como achar melhor.

Abrir o coração e dar a mão a outra. Ver nela uma irmã e não uma inimiga. Isso sim é sororidade e é assim que vamos combater (e vencer) em uma sociedade machista e misógina. Unidas! 

Sejamos como a primavera!

“Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.” Clarice Lispector

Depois de meses de pensamentos perdidos e achados, dúvidas, inquietações e afins, eis que como a primavera o La Vie en Fúcsia renasce.

Talvez a coisa que mais deu trabalho foi descobrir o propósito deste espaço, afinal o blog server/existe pra quê? E pra responder essa pergunta eu tive que pensar sobre o que eu quero da vida. E eu quero compartilhar. Gosto de dividir histórias, sonhos, gostos, vontades, descobertas. Quero dividir o que eu vejo do mundo e o que eu quero pro mundo. E pra mim. E pra quem quer que leia.

Mas o que compartilhar? Coisas que agreguem algo. Não basta vir aqui e falar do último trend alert da moda ou a última tendência de maquiagem. Esse espaço precisa refletir sobre quem somos, como somos e pra onde vamos. Tomei consciência de que sim, se posicionar é preciso (necessário) quando temos um espaço pra falar, independente da audiência.

Um post no facebook da revista Elle resumiu exatamente o que estava pensando: “usar sua imagem e visibilidade para levantar debates importantes ao falar abertamente sobre padrões, mostrar suas vulnerabilidades e desafiar suas próprias barreiras”. É isso: falar sobre o que é importante. Não vamos deixar de falar de “futilidades” (que não são nem um pouco fúteis), mas questões importantíssimas como gênero, preconceitos, política e tantas outras coisas do dia a dia vão ter cadeira cativa aqui. Eu não sou militante e tenham a certeza que conteúdos radicais ou posições inflamadas não vão aparecer, meu estilo é outro e minha postura também (o que é pauta pra outro post). Porque se esses assuntos não fazem parte do dia a dia das mulheres, deveriam fazer.

Mas é isso vamos falar mais sobre assuntos pesados, sem perder a leveza graciosa das vaidades femininas. É sobre a vida que falarei. Sobre a vida de verdade.

Sejam bem-vindas e bem-vindos. O La Vie é nosso!

E quando a gente muda (ou quando a vida muda a gente)?

Pode ser o retorno de Saturno, pode ser a eminente chegada dos 30 anos: só sei que eu nunca estive tão desconfortável na minha própria vida. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco (ou muito), mas o fato é que cheguei em um ponto em que não quero continuar a fazer o que faço mas também não sei direito o que fazer. Cheguei naquele ponto na estrada da vida em que preciso escolher um caminho e não sei pra que lado seguir.

Ta assim também? Se há algo que pode confortar é saber que a grande maioria das pessoas estão assim. E se olharmos num prisma de gêneros, posso dizer que a maioria esmagadora das mulheres estão assim, completamente perdidas. Talvez esses tempos corridos e estressantes estejam nos pressionando para sermos tudo aqui e agora: bonitas, bem-sucedidas, excelentes profissionais, esposas, mães, filhas, mulheres, amigas. Só que não dá né? É humanamente impossível. Por isso nos sentimos esgotadas o tempo todo e sempre incompletas. É hora de abrirmos mão da busca pela perfeição e buscarmos apenas a felicidade. E não é felicidade de novela não, é a felicidade de estar em paz e tranquila no final do dia, sabendo que fez tudo como podia.

Eu estou nessa luta: encontrar o que realmente faz sentido e me sentir em paz antes de dormir. Mas não tem sido (e não é) fácil. A gente se culpa, se maltrata, se questiona mas esquece do principal: se ouvir. Sim, ouvir o que está vibrando dentro de nós mesmas. E pra conseguir me ouvir tenho buscado toda ajuda possível fora: livros, textos, exercícios, meditação e pessoas. E numa dessas pessoas me deparei com a Mentoria Coletiva da Ana Paula Passarelli, uma mulher incrível que já acompanhava pelo trabalho em marketing e mídias sociais, que tem um canal no YT foda, o Passa dos 30, sobre os dilemas das mulheres que estão nos 30. Que me fez pensar sobre a minha reponsabilidade sobre este espacinho aqui: o que é que eu quero passar pro mundo? O que eu posso acrescentar pra esse planetinha ser um lugar melhor?

Por isso venho contar que esse local vai entrar em obras. Sim, muita coisa vai mudar por aqui: marca, proposta, propósito, conteúdo. Nunca tive o objetivo de virar uma blogueira famosa, mas sei que tenho o potencial e a responsabilidade de compartilhar um conteúdo que acrescente algo às pessoas. E é hora de vestir essa camisa e sim fazer a diferença.

Continuaremos com a programação normal no Instagram e no Facebook, além de boletins informativos sobre o andamento da reforma.

Mas quero convidar você a analisar o que você tem feito da sua vida e como ela pode mudar o mundo. Sim, o mundo é nosso e nós podemos muda-lo. Até a volta!! 😉

Tal mãe, tal filha ♥

Amanhã é Dia das Mães e fiquei imaginando o que postar aqui para homenagear não só a minha, mas a todas as mães? Me lembrei de quando mostrei um cinto incrível pra minha  e ela disse “tinha vários desses quando era nova” e veio a inspiração: quais as coisas que você usa que sua mãe já usou? O que você herdou dela?

Olhando algumas fotos antigas, vi que minha mãe sempre teve um estilo básico, mas muito elegante. Sempre bem vestida, com peças simples e em cores clássicas (acho que meu minimalismo e gosto pelo clássico veio daí…). Poucos acessórios: brincos pequenos, uma correntinha no pescoço e sempre com um relógio no pulso esquerdo com a caixa pro lado de dentro, do mesmo jeito que uso hoje. E muito do que ela usava é tendência hoje:

Mom jeans: era o modelo de calça preferido da minha mãe e eu nunca gostei (rss). Lá pra década de 1990 todo mundo usava!

Mocassim: Fazia tanto sucesso como as sapatilhas hoje em dia, até eu tinha um e amava!

Camisetas: a modelagem era bem diferente, mas era tão uniforme fashion quanto as t-shirts de hoje.

Total jeans: ela sempre adorou jeans então jeans + jeans era um clássico no visual dela!

Pantalona: peça clássica com caimento perfeito. A pantalona era ideal pra qualquer ocasião mais formal. Me lembro de uma vez que ela usou em um casamento com um body de renda e ficou maravilhosa!

Cinto: ela tinha vários maravilhoooosos! Largos, com verniz, com fivela… Era um mais lindo que o outro, pena que foram embora antes de chegar as minhas mãos =/

 

A moda é cíclica e geralmente o que já se usou, volta para as vitrines depois de um tempo. Por isso guarda-roupa de mãe é sempre uma ótima opção para achados incríveis! Minha herança fashion é uma saia plissada lindíssima que eu sou super apegada e não dou por nada desse mundo!

Além da saia eu herdei muita coisa: o jeito de ser, de falar, o gosto por história, arte, cultura. Temos o mesmo nariz, quase o mesmo sorriso. Gostamos de cozinhar e de artesanato. Não desistimos fácil e amamos sem medidas. Sou como ela e ela vive em mim. E espero que, quando for mãe, possa passar aos meus filhos esses pequenos presentes que ganhei dela! ♥

O que queremos ser X O que esperam que sejamos

Começando o ano aqui no La Vie com um texto profundo. E que começou em um post engraçadinho sobre as Michelle Obama e Melania Trump.

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No post fiz uma brincadeira com “Michelle rainha, Melania nadinha :P” e começou uma discussão sobre o papel da primeira-dama. Michelle é advogada e Melania ex-modelo.

Como feminista que sou, luto para que todas as mulheres tenham o direito de ser exatamente o que desejam: empresárias, donas de casa, modelos, trabalhadoras… Quem deve decidir seu futuro é você mesma. Mas será que uma mulher na posição de primeira-dama da nação mais poderosa do mundo deve apenas ser “um enfeite”?

Durante os oito anos do governo Obama, Michelle foi extremamente atuante e lutou pelos direitos das mulheres, dos negros, dos LGBT’s, contra a obesidade infantil, a favor do empoderamento das mulheres, o desenvolvimento dos jovens. É unanimidade entre todos como uma das melhores representantes do seu cargo (sim, primeira-dama é um cargo) de todos os tempos. Enquanto isso, Melania já disse que não vai sair de Nova Iorque para acompanhar o marido em Washington (dizem que quem vai trabalhar mesmo é a filha mais velha, Ivanka Trump).

Cabe a reflexão de para pra pensar se fazemos o que realmente queremos ou o que esperam de nós e o quanto certas situações ou posições exigem de nós. Todos os dias precisamos decidir muito mais que a roupa ou a cor do batom (apesar que tem dias que isso também é complicado), precisamos optar pelo que vamos nos dedicar. Se deixaremos a carreira de lado pela maternidade ou se deixaremos a vida pessoal pela profissional. Toda escolha requer uma renúncia e esta deve ser feita de forma consciente do que ganhamos, mas principalmente do que perdemos quando optamos por algo.

Tchau 2016!

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Eta ano dificil brasew!

Foi duro, foi cansativo… Teve momentos em que a gente achou que não acabaria nunca, mas ta aí, acabou. E posso dizer com todas as letras: que bom que acabou!

2016 foi um ano muito custoso pra mim, em todos os sentidos. Me custou tempo, sentimentos, lágrimas. Me custou uma boa parte de mim, mas que me fez abrir os olhos para a vida. Me fez enxergar a diferença da vida que eu tenho para a vida que eu quero (ou achava que queria) ter. Me fez amadurecer.

Em 2017 eu completo os tão temidos e esperados 30 anos e estou me sentindo mais adulta, mais mulher. Mais serena e mais consciente das minhas escolhas. Crise dos 30? Com certeza! Mas ela tem um saldo muito positivo.

Que em 2017 eu encontre o que tenho buscado: transformações. Que a vida seja daqui pra frente. Que os sonhos virem realidade e que mais sonhos cheguem

Feliz ano novo!