Sejamos como a primavera!

“Sejamos como a primavera que renasce cada dia mais bela… Exatamente porque nunca são as mesmas flores.” Clarice Lispector

Depois de meses de pensamentos perdidos e achados, dúvidas, inquietações e afins, eis que como a primavera o La Vie en Fúcsia renasce.

Talvez a coisa que mais deu trabalho foi descobrir o propósito deste espaço, afinal o blog server/existe pra quê? E pra responder essa pergunta eu tive que pensar sobre o que eu quero da vida. E eu quero compartilhar. Gosto de dividir histórias, sonhos, gostos, vontades, descobertas. Quero dividir o que eu vejo do mundo e o que eu quero pro mundo. E pra mim. E pra quem quer que leia.

Mas o que compartilhar? Coisas que agreguem algo. Não basta vir aqui e falar do último trend alert da moda ou a última tendência de maquiagem. Esse espaço precisa refletir sobre quem somos, como somos e pra onde vamos. Tomei consciência de que sim, se posicionar é preciso (necessário) quando temos um espaço pra falar, independente da audiência.

Um post no facebook da revista Elle resumiu exatamente o que estava pensando: “usar sua imagem e visibilidade para levantar debates importantes ao falar abertamente sobre padrões, mostrar suas vulnerabilidades e desafiar suas próprias barreiras”. É isso: falar sobre o que é importante. Não vamos deixar de falar de “futilidades” (que não são nem um pouco fúteis), mas questões importantíssimas como gênero, preconceitos, política e tantas outras coisas do dia a dia vão ter cadeira cativa aqui. Eu não sou militante e tenham a certeza que conteúdos radicais ou posições inflamadas não vão aparecer, meu estilo é outro e minha postura também (o que é pauta pra outro post). Porque se esses assuntos não fazem parte do dia a dia das mulheres, deveriam fazer.

Mas é isso vamos falar mais sobre assuntos pesados, sem perder a leveza graciosa das vaidades femininas. É sobre a vida que falarei. Sobre a vida de verdade.

Sejam bem-vindas e bem-vindos. O La Vie é nosso!

E quando a gente muda (ou quando a vida muda a gente)?

Pode ser o retorno de Saturno, pode ser a eminente chegada dos 30 anos: só sei que eu nunca estive tão desconfortável na minha própria vida. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco (ou muito), mas o fato é que cheguei em um ponto em que não quero continuar a fazer o que faço mas também não sei direito o que fazer. Cheguei naquele ponto na estrada da vida em que preciso escolher um caminho e não sei pra que lado seguir.

Ta assim também? Se há algo que pode confortar é saber que a grande maioria das pessoas estão assim. E se olharmos num prisma de gêneros, posso dizer que a maioria esmagadora das mulheres estão assim, completamente perdidas. Talvez esses tempos corridos e estressantes estejam nos pressionando para sermos tudo aqui e agora: bonitas, bem-sucedidas, excelentes profissionais, esposas, mães, filhas, mulheres, amigas. Só que não dá né? É humanamente impossível. Por isso nos sentimos esgotadas o tempo todo e sempre incompletas. É hora de abrirmos mão da busca pela perfeição e buscarmos apenas a felicidade. E não é felicidade de novela não, é a felicidade de estar em paz e tranquila no final do dia, sabendo que fez tudo como podia.

Eu estou nessa luta: encontrar o que realmente faz sentido e me sentir em paz antes de dormir. Mas não tem sido (e não é) fácil. A gente se culpa, se maltrata, se questiona mas esquece do principal: se ouvir. Sim, ouvir o que está vibrando dentro de nós mesmas. E pra conseguir me ouvir tenho buscado toda ajuda possível fora: livros, textos, exercícios, meditação e pessoas. E numa dessas pessoas me deparei com a Mentoria Coletiva da Ana Paula Passarelli, uma mulher incrível que já acompanhava pelo trabalho em marketing e mídias sociais, que tem um canal no YT foda, o Passa dos 30, sobre os dilemas das mulheres que estão nos 30. Que me fez pensar sobre a minha reponsabilidade sobre este espacinho aqui: o que é que eu quero passar pro mundo? O que eu posso acrescentar pra esse planetinha ser um lugar melhor?

Por isso venho contar que esse local vai entrar em obras. Sim, muita coisa vai mudar por aqui: marca, proposta, propósito, conteúdo. Nunca tive o objetivo de virar uma blogueira famosa, mas sei que tenho o potencial e a responsabilidade de compartilhar um conteúdo que acrescente algo às pessoas. E é hora de vestir essa camisa e sim fazer a diferença.

Continuaremos com a programação normal no Instagram e no Facebook, além de boletins informativos sobre o andamento da reforma.

Mas quero convidar você a analisar o que você tem feito da sua vida e como ela pode mudar o mundo. Sim, o mundo é nosso e nós podemos muda-lo. Até a volta!! 😉

Tal mãe, tal filha ♥

Amanhã é Dia das Mães e fiquei imaginando o que postar aqui para homenagear não só a minha, mas a todas as mães? Me lembrei de quando mostrei um cinto incrível pra minha  e ela disse “tinha vários desses quando era nova” e veio a inspiração: quais as coisas que você usa que sua mãe já usou? O que você herdou dela?

Olhando algumas fotos antigas, vi que minha mãe sempre teve um estilo básico, mas muito elegante. Sempre bem vestida, com peças simples e em cores clássicas (acho que meu minimalismo e gosto pelo clássico veio daí…). Poucos acessórios: brincos pequenos, uma correntinha no pescoço e sempre com um relógio no pulso esquerdo com a caixa pro lado de dentro, do mesmo jeito que uso hoje. E muito do que ela usava é tendência hoje:

Mom jeans: era o modelo de calça preferido da minha mãe e eu nunca gostei (rss). Lá pra década de 1990 todo mundo usava!

Mocassim: Fazia tanto sucesso como as sapatilhas hoje em dia, até eu tinha um e amava!

Camisetas: a modelagem era bem diferente, mas era tão uniforme fashion quanto as t-shirts de hoje.

Total jeans: ela sempre adorou jeans então jeans + jeans era um clássico no visual dela!

Pantalona: peça clássica com caimento perfeito. A pantalona era ideal pra qualquer ocasião mais formal. Me lembro de uma vez que ela usou em um casamento com um body de renda e ficou maravilhosa!

Cinto: ela tinha vários maravilhoooosos! Largos, com verniz, com fivela… Era um mais lindo que o outro, pena que foram embora antes de chegar as minhas mãos =/

 

A moda é cíclica e geralmente o que já se usou, volta para as vitrines depois de um tempo. Por isso guarda-roupa de mãe é sempre uma ótima opção para achados incríveis! Minha herança fashion é uma saia plissada lindíssima que eu sou super apegada e não dou por nada desse mundo!

Além da saia eu herdei muita coisa: o jeito de ser, de falar, o gosto por história, arte, cultura. Temos o mesmo nariz, quase o mesmo sorriso. Gostamos de cozinhar e de artesanato. Não desistimos fácil e amamos sem medidas. Sou como ela e ela vive em mim. E espero que, quando for mãe, possa passar aos meus filhos esses pequenos presentes que ganhei dela! ♥

O que queremos ser X O que esperam que sejamos

Começando o ano aqui no La Vie com um texto profundo. E que começou em um post engraçadinho sobre as Michelle Obama e Melania Trump.

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No post fiz uma brincadeira com “Michelle rainha, Melania nadinha :P” e começou uma discussão sobre o papel da primeira-dama. Michelle é advogada e Melania ex-modelo.

Como feminista que sou, luto para que todas as mulheres tenham o direito de ser exatamente o que desejam: empresárias, donas de casa, modelos, trabalhadoras… Quem deve decidir seu futuro é você mesma. Mas será que uma mulher na posição de primeira-dama da nação mais poderosa do mundo deve apenas ser “um enfeite”?

Durante os oito anos do governo Obama, Michelle foi extremamente atuante e lutou pelos direitos das mulheres, dos negros, dos LGBT’s, contra a obesidade infantil, a favor do empoderamento das mulheres, o desenvolvimento dos jovens. É unanimidade entre todos como uma das melhores representantes do seu cargo (sim, primeira-dama é um cargo) de todos os tempos. Enquanto isso, Melania já disse que não vai sair de Nova Iorque para acompanhar o marido em Washington (dizem que quem vai trabalhar mesmo é a filha mais velha, Ivanka Trump).

Cabe a reflexão de para pra pensar se fazemos o que realmente queremos ou o que esperam de nós e o quanto certas situações ou posições exigem de nós. Todos os dias precisamos decidir muito mais que a roupa ou a cor do batom (apesar que tem dias que isso também é complicado), precisamos optar pelo que vamos nos dedicar. Se deixaremos a carreira de lado pela maternidade ou se deixaremos a vida pessoal pela profissional. Toda escolha requer uma renúncia e esta deve ser feita de forma consciente do que ganhamos, mas principalmente do que perdemos quando optamos por algo.

Tchau 2016!

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Eta ano dificil brasew!

Foi duro, foi cansativo… Teve momentos em que a gente achou que não acabaria nunca, mas ta aí, acabou. E posso dizer com todas as letras: que bom que acabou!

2016 foi um ano muito custoso pra mim, em todos os sentidos. Me custou tempo, sentimentos, lágrimas. Me custou uma boa parte de mim, mas que me fez abrir os olhos para a vida. Me fez enxergar a diferença da vida que eu tenho para a vida que eu quero (ou achava que queria) ter. Me fez amadurecer.

Em 2017 eu completo os tão temidos e esperados 30 anos e estou me sentindo mais adulta, mais mulher. Mais serena e mais consciente das minhas escolhas. Crise dos 30? Com certeza! Mas ela tem um saldo muito positivo.

Que em 2017 eu encontre o que tenho buscado: transformações. Que a vida seja daqui pra frente. Que os sonhos virem realidade e que mais sonhos cheguem

Feliz ano novo!

Olha os 30 chegando aí!

No último dia 15 eu completei 29 anos e como eu já tinha dito o corpo está mudando e muito! Pra vocês terem uma ideia, eu que sempre fui magrela com muita dificuldade de engordar, estou perdendo roupas! Minha calça mais amada da vida não passou da coxa e eu fiquei num misto de depressão e êxtase por esta engordando. As calças e saias que sempre foram largas finalmente estão certinhas e as peças que ficavam mais justas não servem mais.

Eu tô bem feliz com os centímetros que chegaram no quadril, mas eles trouxeram alguns na cintura/abdômen e isso não é legal! =/

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Não que as medidas da fita métrica seja o que importa, mas é bom ficar de olho. A gordura visceral (aquela que fica na região do abdômen) é a mais prejudicial a saúde pois provoca aumento da tensão arterial, problemas cardiovasculares, entre outras coisas. E vamos combinar que NINGUÉM gosta de ter barriguinha né?

Eu já perdi as contas de quantas vezes eu comecei a fazer um “projeto verão” e nunca passei da primeira semana. Mas observando o meu corpo e o meu metabolismo e claro o quanto eu estou mais lenta e menos disposta. Isso sem falar nas dores: costas, pernas, braços, articulações em geral… É muita coisa para uma pessoas de quase 30 anos! E isso se resume a uma coisa: vida sedentária!

Não posso dizer que só vivo parada, eu ando bastante mas é só. Mais nada. Não tenho pique, não tenho disposição e viver assim tem me deixado cada vez mais frustrada e desanimada. Então não é simplesmente entrar em forma para o verão, é rever o jeito como eu levo a vida!

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Meu sonho: esse alongamento todo aí!

Então lá vamos nós novamente, mas dessa vez to contando com ajudas extras: Q48, corrida, pilates, yoga, localizada e meditação. Quero corpo e mente em equilíbrio para uma vida mais feliz. Porque o tempo passa rápido e temos que viver cada dia como se fosse o dia mais importante! 😉

Qual é a sua beleza?

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Recebi um e-mail de uma assessoria de imprensa sobre como se sentir bonita. Nele havia  algumas informações sobre a pesquisa “Verdade sobre a beleza” feita pela Dove em 20 países e pasmem, apenas 14% das brasileiras se sentem bonitas. Além disso, 5 sugestões de como ver, aceitar e gostar do que vemos no espelho:

#1 Aprenda a dizer “não”
A beleza é um conjunto, portanto, para se sentir bonita, o exterior é apenas uma face dela. E é exatamente por isso que a primeira dica não diz respeito à aparência, mas, sim, a uma decisão que parte de dentro para fora, e que é essencial para se sentir bem e em paz com as escolhas: aprender a dizer “não”. Trabalho, casa, estudos, amigos, família, lazer. Se fôssemos colocar na ponta do lápis tudo aquilo que demanda tempo e dedicação na vida das mulheres modernas o resultado seria a falta de horas para preencher os dias.
E é por isso que aprender a dizer “não” é tão importante. Não é fácil, é um exercício diário e que só pode ser cumprido com sucesso se forem definidas prioridades. Assim, com a clareza do que e quando se quer fazer, a sua agenda fica mais organizada, e a consequência disso é o bem-estar e a tranquilidade de cumprir com tudo aquilo que havia sido proposto – sem contar aquele tempinho extra, e muito bem aproveitado, para se dedicar a você. E então, alguma dúvida de que aprender a dizer “não”, no fim das contas, influencia, e muito, na beleza de uma mulher?
#2 Reserve um tempo para você
E quando falamos em reservar esse tempo, o que vale, realmente, não é bem a quantidade que você tem disponível, mas, sim, a capacidade das pequenas coisas em lhe satisfazer. Estabelecer essa regra do bem no seu dia a dia é essencial para que você tenha um respiro no meio da rotina. E se você está se questionando o que deve fazer com esse tempo, a pergunta é outra: o que te traz pequenas doses de felicidade? Um almoço com uma amiga no meio da semana, uma ida rápida ao salão de beleza? Ou, quem sabe, uma passadinha em alguma loja para se presentear com o único objetivo de se sentir bonita? O tempo é seu: escolha como melhor lhe servir.
#3 Use as tendências da moda ao seu favor
O seu guarda-roupa reflete a mulher que você quer ser? Essa é a primeira pergunta que deve ser feita para lhe guiar na escolha das peças do seu dia a dia. A moda feminina é plural, e as tendências atendem a diversos gostos e estilos. Vestidos ou calças? Shorts e saias? Peças clássicas ou acessórios modernos? Escolha as roupas que mais lhe deixam confortável e segura. A moda ajuda a mulher a se sentir bonita, desde que ela esteja à vontade com a produção e que essa reflita a sua personalidade e seu estado de espírito.
#4 Adote a maquiagem clássica no dia a dia
Você é daquelas mulheres que não saem de casa sem rímel e corretivo, ou das que já tentaram se render à maquiagem, mas nos primeiros borrões para fazer o delineado de gatinho desistiu e abandonou os produtos no fundo de uma gaveta? Independentemente da relação que você tenha com a maquiagem, ela ajuda a mulher, e muito, a se sentir bonita e confiante. O grande segredo é que os produtos devem ser usados não como uma forma de mascarar algum traço ou mudar a aparência, mas como aliados para ressaltar a beleza única de cada mulher. Para isso, aposte em produtos leves, e, para evitar a oleosidade, dê preferência para os que são oil free. A maquiagem clássica nunca sai de moda, e além de te deixar ainda mais bonita, ela tem o poder de aumentar a autoestima.
#5 Cuide do corpo e da sua mente
Mente sã, corpo são. Não por acaso essa máxima é tão conhecida. Antes de uma mulher se sentir bonita, ela deve buscar o equilíbrio e bem-estar consigo mesma. Cuidar do corpo e da mente é o melhor caminho para isso, portanto pratique atividades físicas, como a corrida ao ar livre, a yoga ou Pilates, por exemplo, e busque ter mais contato com a natureza. Essas pequenas atitudes podem lhe proporcionar doses extras de paz, harmonia e satisfação, que vão afetar diretamente na forma como você se enxerga.

Agora cabe aqui uma reflexão: será que 86% das mulheres não estarem felizes consigo mesmas é normal ou os padrões que a sociedade exige estão errados? Já passou da hora de aceitarmos que somos diferentes e é essa diferença que nos torna tão belas. Acreditar na nossa beleza é fundamental para uma vida mais feliz e autônoma. Nós não precisamos da aprovação de ninguém, apenas da nossa própria aceitação!

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Parabéns!

Hoje, 15 de outubro, é o meu aniversário. E cá estou eu, às 02h30 da manhã digitando.

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Digitando porque eu precisava expressar algumas coisas pra mim mesma. Expressar as vitórias que já conquistei nesses 29 anos. Registrar pra mim mesma e pra quem quiser ver que cheguei aos 29 anos e estou viva. Num país onde a taxa de mortalidade de negros jovens é altíssima, isso é uma vitória. Se olharmos que a morte de mulheres negras aumentou mais de 50% nos últimos anos, é uma vitória maior ainda. Registrar que tenho o ensino superior completo e novamente em um país em que negros estão fadados a ter o ensino básico (médio) completo é custoso e não ter caído na criminalidade é mais difícil ainda devo ficar ainda mais alegre. Mas isso eu devo aos meus pais, Seu Geraldo e Dona Nilce que jamais nos deixaram outra opção que não fosse batalhar pelo sucesso. E nós fomos. E vencemos.

O caso da Maria Filó e sua estampa racista e o texto maravilhoso da Stephanie Ribeiro também contribuíram para essa noite insone. Porque sim eu sou linda, sou informada, sou consumidora, sou influenciadora e tenho em minhas mãos o poder para ajudar a transformar esse país. E não vou abrir mão disso!

Não sou ativista e vocês provavelmente não irão me ver em passeatas ou protestos. Mas eu vou continuar lutando e entrando nos locais que muita gente acha que negro não deve estar. Pois é lá que estarei travando minha luta silenciosa e incansável: nos grandes escritórios, nos shoppings de classe alta, nas ruas, avenidas, restaurantes. Estarei como cliente para provar a vocês, pessoas de mente tão pequena e atrasada, que o lugar de negro é em todo lugar. O lugar do negro é onde ele quer estar e saiba que queremos estar no topo. E nós vamos chegar lá. E vamos vencer!

Feliz dia das crianças!

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O que é o dia das crianças? Fico observando as pessoas e vejo apenas mais uma data para aumentar as vendas, mas será que é mesmo só isso?

Não vejo porque essa correria por presentes, brinquedos e tantas coisas materiais para os pequenos. Em tempos tão corridos, com a grana cada vez mais difícil, será que estamos ensinando os valores corretos? Será que aquele brinquedo novo é realmente necessário? Acho que precisamos rever nossos conceitos. Eu, que ainda não tenho filhos, já tenho certo na minha mente que com os meus pequenos o dia das crianças vai ser um dia das crianças. Vai ser o dia de se divertir, brincar e ter bons momentos. Porque quando eles crescerem vão se recordar de como aqueles dias eram bons.

Hoje, 11/10, foi o Dia Internacional das Meninas e um vídeo incrível viralizou no Facebook. Nele, um pai ensina a uma garotinha que ela é linda, inteligente e pode ser o que ela quiser. Sabe o que eu pensei quando vi? Que esse é o melhor presente que um pai pode dar aos filhos: autoestima e autoconfiança. Saber que sim ele é incrível, que ele pode conquistar o mundo. E que se der errado, basta recomeçar e seguir em frente.

Ser mãe é um, se não o maior dos meus sonhos, e a cada dia eu vejo que ser mãe não é simplesmente ter um filho e educá-lo. É ser responsável por uma pessoa que lá na frente poderá ser ou não feliz, mas que cada um dos atos desta mãe (e pai!! Ambos tem essa responsabilidade) poderão ajudar esta tarefa ser menos complicada. Como mulher negra, que terá filhos negros, preciso além de tudo prepará-los para toda as dificuldades que eles encontraram no caminho: racismo, discriminação, preconceito… Por isso fiquei tão tocada pela mensagem do vídeo: quando sabemos exatamente quem somos e do que somos capazes não somos atingidos pelo negativo que vem de fora.

Esse vídeo foi um presente pra mim, pra criança que ainda existe aqui. Ou pra menina que está se transformando em mulher (dia 15 ta chegando! #bday): eu sou incrível e posso tudo aquilo que eu quiser!

Diario | Primeiro Mês Sem AC

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O tempo anda passando tão rápido que a gente mal se dá conta não é mesmo? Pois é, já tem mais de 30 dias que o AC (anticoncepcional) deixou de fazer parte do meu dia a dia. E posso falar? As (poucas) mudanças que senti até agora foram boas e as ruins nem foram tão ruins assim…

A primeira coisa é que acabou a tensão de ter esquecido de tomar a pílula, mas em compensação qualquer deslise é motivo de preocupação. A camisinha se tornou item mais que obrigatório (vale lembrar que ela é o único método contraceptivo que além de evitar a gravidez, evita a transmissão de DST’s!!). Outra coisa que eu percebi é que um corrimento que eu sempre tive (sabe aquele normal? Pois é!) foi embora.

Uma informação importante: a menstruação atrasou! Meu ciclo que tinha 28 dias passou para 30 e não faço ideia de como serão os próximos. Mas é super normal o fluxo desregular, o meu além de atrasar, teve menor quantidade e menos tempo (\o/).

A tão temida oleosidade da pele que eu tinha medo não apareceu. Confesso que não estou cuidando da pele como deveria (tem dias que esqueço de usar os cremes, tem dia que é preguiça mesmo…), mas mesmo assim não percebi aumento do brilho ou de cravos e espinhas. Só aumento na quantidade de pelos no rosto, mas nada que seja um incômodo e que a pinça não resolva!

Agora quem mudou mesmo foi minha TPM. Se antes eu ficava só mal humorada, dessa vez fiquei estressada, brava, irritada e CHORONA. Gente, chorei pelos motivos mais estapafúrdios do mundo. Todo mundo que convive comigo estranhou meu comportamento e eu vou ter que aprender a conviver e a controlar esse turbilhão de emoções e hormônios.

De um modo geral posso afirmar que abandonar o AC foi uma escolha acertada e até agora nada de reclamações ou arrependimentos. Vamos aguardar os próximos meses e ver o que realmente mudou. Volto no terceiro mês pra contar, ok?