Sobre recomeçar

Há alguns posts atrás comentei que estava participando de um processo seletivo para uma vaga de estágio. E eu passei. E hoje, aos 30 anos, 8 meses e 15 dias eu sou estagiária em uma grande agência de publicidade. E eu estou recomeçando a minha vida profissional. O post poderia muito bem terminar aqui, mas acho que a maior graça dessa história é como eu cheguei até aqui.

Começou com uma vontade antiga de mudar. Mudar de caminhos, mudar de lugares, de histórias. O que eu fazia já não me fazia tão feliz quanto antes e eu sabia que precisava de mais. Não tinha ideia do que era esse plus que tanto me atormentava, mas sabia que aquela vida não era mais a minha.

No trabalho cada vez mais o escrever me fazia menos feliz. Não é que eu não goste de escrever, aliás eu amo, só não queria mais escrever dirigida. Queria ser dona dos meus temas e dos meus textos. Então fui lá prestar vestibular e começar de novo em outra área que sempre me despertou interesse, o marketing. Mas tive que escolher entre a sala de aula e o trabalho. E o que deu? Medo. Mas com medo mesmo eu escolhi voltar a estudar por entender que o conhecimento poderia as portas que eu buscava. E foi exatamente o que aconteceu: fui convidada pra participar do processo seletivo (não, eu não me candidatei… coisas do destino?) e fui aprovada para estagiar no departamento de planejamento (meu grande sonho) em uma das maiores agências de publicidade do mundo! Se eu tô feliz? Quase nada! Só acordando todos os dias agradecendo ao universo pelo presente e com a sensação que a melhor coisa do dia é ir trabalhar…

Mas não vim aqui hoje para contar sobre o meu trabalho. Hoje eu vim aqui pra falar sobre acreditar. Sobre crer que todas as respostas para todas as questões estão dentro de nós. Nós só precisamos aprender a ouvir. Então se sua vida não está te fazendo feliz, não entre em pânico! Respire, aquiete sua mente e ouça seu coração: ele sempre sabe o caminho. E tenha coragem. Coragem pra romper com o padrão, com o esperado, com o acordado. Coragem pra mudar o rumo da sua vida e encontrar novos caminhos. Coragem para dar passos para trás sabendo que não é nenhuma derrota, apenas um redirecionamento da rota. Coragem para encontrar o arco-íris que tem o pote de ouro da sua vida: a felicidade!

Sobre dançar na chuva

Dia desses, voltando da padaria, vi meu reflexo na janela de um carro e me achei linda. O cabelo, o rosto, o corpo. Achei um ótimo conjunto da obra. Daí parei pra pensar sobre e percebi que tenho me achado linda ultimamente. Mas não é linda quando estou me arrumando pra sair com o boy, que geralmente é quando capricho mais, mas linda quando acordo de manhã e me olho no espelho do lado da cama, ainda com o rosto inchado e sem lavar, com o cabelo bem bagunçado. O que acontecia de vez em quando está se tornando cada vez mais frequente.

Acredito que isso tenha a ver com a danada da maturidade. Sim, não é só rugas que a idade traz! Com o passar do tempo vamos nos conhecendo e nos aceitando do jeito que somos, enxergando beleza em cada linha, em cada detalhe. E quando eu digo aceitar não significa que deixamos de querer mudar certas coisas! Eu continuo incomodada com a minha barriguinha saliente, mas a diferença é que hoje eu sei que ela não é tão mal assim. Se eu conseguir aquele abdômen dos sonhos vai ser incrível, mas se não tudo bem! A gente continua querendo melhorar visualmente, mas a pressão é cada vez menor. A gente se sente mais livre!

Na sexta passada eu participei de um processo seletivo para uma vaga de estágio em uma grande agência, e fui perguntada sobre como lidar com o fato de voltar a ser estagiária aos 30 anos (quase 31) e disse que estava tudo bem porque eu tinha em mente que recomeçar minha carreira significava voltar algumas casas e que hoje, eu me sentia muito mais tranquila. E surgiu a palavra calma. Que a idade nos traz essa sensação que está tudo bem, que vai ficar tudo bem.

Isso não significa que não existem dias ruins, eles existem sim! Só que se antes eu entrava em desespero achando que o mundo ia acabar, hoje eu sei que é só uma tempestade que vai passar, como tudo na vida. Saber que nada é pra sempre talvez seja o melhor aprendizado dessa fase, faz com que a gente se desprenda de conceitos, de certezas e de medos que nos atrapalham a ver o sol nascendo no horizonte todos os dias. Essa é a única certeza que temos, que o amanhã sempre chega!

Por uma beleza LIVRE!

Adivinha quem está com cabelos novos? Sim, eu mesma! Pela primeira vez na vida estou usando tranças soltas no cabelo e estou AMANDO!

Mas como é que eu cheguei aqui? Quem acompanha o blog sabe, mas eu sempre alisei os fios. Em 2014 o cabelo estava muito fragilizado e eu cansada do combo escova + prancha, então resolvi trançar os fios para deixá-los crescerem naturalmente.

Numa tentativa de deixar os fios mais naturais fiz o Super Relaxante do Beleza Natural na busca por cachos bonitos e saudáveis. Meu cabelo ficava frisado (meu tipo de cabelo, 4C não faz cachos), mas com uma curvatura bacana.

Mas depois de um certo tempo, creio que, entre alguns motivos a forma de aplicar a química, os fios foram ficando cada vez mais finos e lisos, até que em meados do ano passado não tinha forma alguma. Solução? Voltei pra chapinha, mas por pouco tempo. Busquei formas de alisar os fios sem calor: bobes e touca! O cabelo ficava com a estrutura lisa, mas com volume e movimento e eu não tinha que sofrer com a chapinha, era só lavar, colocar os bobes e deixar secar naturalmente.

Não queria voltar ao Beleza Natural por conta do preço e fui pesquisar químicas que tivessem o mesmo princípio ativo e arrisquei fazer o relaxamento em casa sozinha. Adivinha o que aconteceu? O cabelo começou a quebrar muito e o cronograma capilar não estava ajudando. Então resolvi resetar o processo. Coloquei as tranças e vou, aos poucos, cortando o cabelo para remover a química. Pra ajudar no processo de crescimento dos fios vou usar tônicos capilares, óleo de rícino e vitaminas. A ideia é usar as tranças até o final do ano, sempre dando um tempo para os fios e o couro cabeludo descansarem (já tenho uma falha do lado direito por causa de usar tranças sem pausas).

O que eu vou fazer depois? Não sei! Por mais que eu tenha muita vontade de deixar o cabelo natural, eu não me tão bem com ele crespo. Talvez um relaxamento pra deixá-lo mais solto e frisado (nem tenho a esperança de ter cachos) ou mesmo liso, mas com volume e movimento (quem vier em casa no domingo vai me encontrar de cosplay da Dona Florinda). Mas o que eu tenho certeza é que não vou me submeter a nenhuma pressão pra determinar como usar meu cabelo. Se antes havia a ditadura do liso, hoje temos ainda as ditaduras do assuma seu natural e dos cachos. Só cabe a mim decidir o que e como eu gosto que meus cabelos fiquem e acho um absurdo que as pessoas, sejam elas quem for, se achem no direito de dizer o que eu devo ou não fazer. O fato de alisar os fios não me faz menos negra. Antes de tudo sou uma mulher livre que tem o direito de escolher o que acha melhor e mais bonito pra si!

Que tal deixar os pré conceitos sobre as coisas guardadas dentro de si e deixar que as pessoas tenham liberdade para ser quem elas desejam ser?

Dia da Mulher!

8 de março. Dia internacional da Mulher.

Fiquei pensando durante um bom tempo sobre o que dizer. Poderia falar a nossa força, da nossa coragem, das nossas conquistas. Da origem dessa data (pra quem ainda não sabe, em 8 de março de 1917, mulheres russas foram as ruas protestar contra a fome e a Primeira Guerra Mundial, movimento que deu início a Revolução Russa). Mas resolvi falar sobre a palavra que talvez melhor defina o “ser mulher”: resiliência.

Segundo o dicionário, resiliência é um substantivo feminino, que é a propriedade que alguns corpos apresentam de retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação e capacidade de se recobrar facilmente ou se adaptar à má sorte ou às mudanças.

Ser mulher é se adaptar ao mundo. Mudar sua forma para fazer o que deve ser feito e conseguir voltar a sua forma original. É se transformar sem perder a essência. É enfrentar as dificuldades e não desistir.

No meu perfil pessoal do Facebook fiz questão de hoje compartilhar apenas links sobre as violências que sofremos todos os dias: física, emocional, obstétrica, intelectual, moral e tantas outras. E dia após dia, ataque após ataque, nos levantamos e seguimos em frente.

Por isso hoje, eu quero parabenizar todas as mulheres que dão a volta por cima, que não desistem, todas que lutam. E quero me solidarizar com aquelas que não conseguiram suportar o peso de uma sociedade machista, misógina e racista, que não nos trata com o respeito a que temos direito.

A essas mulheres eu quero dizer: não desistiremos! Por suas lágrimas, por seu sangue e por suas dores continuaremos lutando por uma sociedade mais justa e igualitária entre os diferentes. Para que as nossas filhas não tenham que se sentir diminuídas por nascer com dois cromossomos X.

Por um feliz ano novo!

Estamos completando mais uma volta em torno do sol e o que você fez com os seus 365 dias? Eu fiz muita coisa: ri, chorei, corri, ganhei amigos, perdi coisas, passei por tantos momentos, mas ainda sim fico com a sensação de que não fiz nada. Por que é que nos sentimos assim?

Nos sentimos “incompletas” porque estamos baseando nossas conquistas no que esperam de nós. Esperam uma carreira incrível, uma casa, um carro, um filho, uma viagem ao exterior, um corpo maravilhoso, uma vida incrível. Só que essa perfeição não existe e essa busca por ela é exaustiva e frustrante.

Então, para os próximos 365 dias, vamos nos comprometer em buscar apenas o que faz sentido para nós? Quais são os seus reais desejos? Quais são os seus verdadeiros sonhos? O que realmente você deseja conquistar para você? Ainda temos alguns dias antes de 2018 chegar, então tire esses dias para pensar em você e no que você quer para a sua vida. E quando você souber (você não precisa descobrir tudo hoje e agora, você pode se descobrir aos poucos…) coloque sua energia nisso e conquiste!

Meu desejo pra você (e para mim) nesse próximo ano é que você encontre seus verdadeiros sonhos e encontre força para realizá-los, para chegar ao fim da próxima volta ao Sol com conquistas que te completem plenamente!

Feliz Ano Novo!

E quando a gente muda (ou quando a vida muda a gente)?

Pode ser o retorno de Saturno, pode ser a eminente chegada dos 30 anos: só sei que eu nunca estive tão desconfortável na minha própria vida. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco (ou muito), mas o fato é que cheguei em um ponto em que não quero continuar a fazer o que faço mas também não sei direito o que fazer. Cheguei naquele ponto na estrada da vida em que preciso escolher um caminho e não sei pra que lado seguir.

Ta assim também? Se há algo que pode confortar é saber que a grande maioria das pessoas estão assim. E se olharmos num prisma de gêneros, posso dizer que a maioria esmagadora das mulheres estão assim, completamente perdidas. Talvez esses tempos corridos e estressantes estejam nos pressionando para sermos tudo aqui e agora: bonitas, bem-sucedidas, excelentes profissionais, esposas, mães, filhas, mulheres, amigas. Só que não dá né? É humanamente impossível. Por isso nos sentimos esgotadas o tempo todo e sempre incompletas. É hora de abrirmos mão da busca pela perfeição e buscarmos apenas a felicidade. E não é felicidade de novela não, é a felicidade de estar em paz e tranquila no final do dia, sabendo que fez tudo como podia.

Eu estou nessa luta: encontrar o que realmente faz sentido e me sentir em paz antes de dormir. Mas não tem sido (e não é) fácil. A gente se culpa, se maltrata, se questiona mas esquece do principal: se ouvir. Sim, ouvir o que está vibrando dentro de nós mesmas. E pra conseguir me ouvir tenho buscado toda ajuda possível fora: livros, textos, exercícios, meditação e pessoas. E numa dessas pessoas me deparei com a Mentoria Coletiva da Ana Paula Passarelli, uma mulher incrível que já acompanhava pelo trabalho em marketing e mídias sociais, que tem um canal no YT foda, o Passa dos 30, sobre os dilemas das mulheres que estão nos 30. Que me fez pensar sobre a minha reponsabilidade sobre este espacinho aqui: o que é que eu quero passar pro mundo? O que eu posso acrescentar pra esse planetinha ser um lugar melhor?

Por isso venho contar que esse local vai entrar em obras. Sim, muita coisa vai mudar por aqui: marca, proposta, propósito, conteúdo. Nunca tive o objetivo de virar uma blogueira famosa, mas sei que tenho o potencial e a responsabilidade de compartilhar um conteúdo que acrescente algo às pessoas. E é hora de vestir essa camisa e sim fazer a diferença.

Continuaremos com a programação normal no Instagram e no Facebook, além de boletins informativos sobre o andamento da reforma.

Mas quero convidar você a analisar o que você tem feito da sua vida e como ela pode mudar o mundo. Sim, o mundo é nosso e nós podemos muda-lo. Até a volta!! 😉

Tchau 2016!

hny

Eta ano dificil brasew!

Foi duro, foi cansativo… Teve momentos em que a gente achou que não acabaria nunca, mas ta aí, acabou. E posso dizer com todas as letras: que bom que acabou!

2016 foi um ano muito custoso pra mim, em todos os sentidos. Me custou tempo, sentimentos, lágrimas. Me custou uma boa parte de mim, mas que me fez abrir os olhos para a vida. Me fez enxergar a diferença da vida que eu tenho para a vida que eu quero (ou achava que queria) ter. Me fez amadurecer.

Em 2017 eu completo os tão temidos e esperados 30 anos e estou me sentindo mais adulta, mais mulher. Mais serena e mais consciente das minhas escolhas. Crise dos 30? Com certeza! Mas ela tem um saldo muito positivo.

Que em 2017 eu encontre o que tenho buscado: transformações. Que a vida seja daqui pra frente. Que os sonhos virem realidade e que mais sonhos cheguem

Feliz ano novo!

O que a vida quer? CORAGEM!

coragem

Esse texto de Guimarães Rosa tem rondado a minha mente nos últimos dias: o que a vida quer da gente? São tantas batalhas internas e externas, todos os dias, que as vezes simplesmente não sabemos aonde estamos, o que somos e o mais importante: pra onde estamos indo.

Minha vida estava um tanto perdida. Os problemas se acumularam e percebi que estava me afogando neles. A solução? Respirar! Sim, simples assim. Respirar e pensar com calma sobre quem realmente sou e o que realmente quero. Se estou sendo verdadeira comigo. Se estou sendo minha melhor amiga, minha companheira. Se estou fazendo o melhor pra mim. E isso requer coragem! Coragem pra romper com os padrões que somos levados a aceitar e cumprir todos os dias. Coragem para talvez desapontar as pessoas que estão próximas a nós, porque nem sempre o que eles querem de nós é o que realmente queremos (e podemos) oferecer. Coragem pra sentir, ser e viver o que realmente somos, a nossa essência.

O que eu posso dizer neste 1º de setembro, depois de um pesado mas necessário mês de agosto, é que eu estou cheia de coragem. Pra enfrentar e viver a vida como ela merece ser vivida!