E quando a gente muda (ou quando a vida muda a gente)?

Pode ser o retorno de Saturno, pode ser a eminente chegada dos 30 anos: só sei que eu nunca estive tão desconfortável na minha própria vida. Tá, talvez eu esteja exagerando um pouco (ou muito), mas o fato é que cheguei em um ponto em que não quero continuar a fazer o que faço mas também não sei direito o que fazer. Cheguei naquele ponto na estrada da vida em que preciso escolher um caminho e não sei pra que lado seguir.

Ta assim também? Se há algo que pode confortar é saber que a grande maioria das pessoas estão assim. E se olharmos num prisma de gêneros, posso dizer que a maioria esmagadora das mulheres estão assim, completamente perdidas. Talvez esses tempos corridos e estressantes estejam nos pressionando para sermos tudo aqui e agora: bonitas, bem-sucedidas, excelentes profissionais, esposas, mães, filhas, mulheres, amigas. Só que não dá né? É humanamente impossível. Por isso nos sentimos esgotadas o tempo todo e sempre incompletas. É hora de abrirmos mão da busca pela perfeição e buscarmos apenas a felicidade. E não é felicidade de novela não, é a felicidade de estar em paz e tranquila no final do dia, sabendo que fez tudo como podia.

Eu estou nessa luta: encontrar o que realmente faz sentido e me sentir em paz antes de dormir. Mas não tem sido (e não é) fácil. A gente se culpa, se maltrata, se questiona mas esquece do principal: se ouvir. Sim, ouvir o que está vibrando dentro de nós mesmas. E pra conseguir me ouvir tenho buscado toda ajuda possível fora: livros, textos, exercícios, meditação e pessoas. E numa dessas pessoas me deparei com a Mentoria Coletiva da Ana Paula Passarelli, uma mulher incrível que já acompanhava pelo trabalho em marketing e mídias sociais, que tem um canal no YT foda, o Passa dos 30, sobre os dilemas das mulheres que estão nos 30. Que me fez pensar sobre a minha reponsabilidade sobre este espacinho aqui: o que é que eu quero passar pro mundo? O que eu posso acrescentar pra esse planetinha ser um lugar melhor?

Por isso venho contar que esse local vai entrar em obras. Sim, muita coisa vai mudar por aqui: marca, proposta, propósito, conteúdo. Nunca tive o objetivo de virar uma blogueira famosa, mas sei que tenho o potencial e a responsabilidade de compartilhar um conteúdo que acrescente algo às pessoas. E é hora de vestir essa camisa e sim fazer a diferença.

Continuaremos com a programação normal no Instagram e no Facebook, além de boletins informativos sobre o andamento da reforma.

Mas quero convidar você a analisar o que você tem feito da sua vida e como ela pode mudar o mundo. Sim, o mundo é nosso e nós podemos muda-lo. Até a volta!! 😉

Menos cor por favor!

Essa coisa de fazer 30 anos é bem interessante: a gente quer mudar TUDO! Cada vez menos me identifico com coisas coloridas e vibrantes, acho que a minha essência minimalista está cada vez mais forte e isso está chegando na decoração: não me identifico mais com o meu quarto!

Só consegui meu espaço próprio aos 28 anos, quando meu irmão se casou e minha sobrinha foi “despachada” pro quarto dele. Mas esse canto da casa sempre teve mais o meu jeito: iluminado e cheio de coisas. As paredes rosa também foram escolha minha. Mas hoje não me enxergo nesse universo e mais do que isso, está me incomodando.

Estou desejando reformar esse espaço e deixa-lo mais próximo a minha realidade e gostos atuais: tudo claro, amplo, iluminado e funcional.

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A primeira coisa vai ser trocar a cor das paredes. Sai o rosa infantil entra o branco clássico e atemporal. O ambiente precisa acompanhar minha evolução e rosa aos 30 anos não combina comigo. Quero trocar a cortina por uma persiana, comprar uma cadeira com design interessante, uma nova mesa de trabalho… Deixar o meu espaço com a minha cara e assim descobrir, aos poucos, o que realmente gosto.

Redecorar o quarto vai ser uma viagem de autoconhecimento e descobertas. Então vamos lá!